Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Há alguém de esquerda que não se indigne com esta concepção de política de habitação?

Há alguém de esquerda que não se indigne com esta concepção de política de habitação?

 
Já sabia que a Câmara Municipal de Almada não tinha política social de habitação, apenas se limitava a realojar pessoas e que isso não diminuia factores graves de tensão social.

Agora, por
esta notícia, fico a saber que tem uma política de realojamento irresponsáel e que corre o risco de agravar tais factores. Obriga pessoas que não se conhecem a serem realojadas no mesmo apartamento e força-as a partilharem cozinhas e casas de banho. Nestas circunstâncias, como poderiam não surgir conflitos graves entre as pessoas? Como é possível que num país democrático e europeu uma câmara municipal realoje na mesma habitação pessoas que não se conhecem umas às outras e as force a partilhar um apartamento? Como é possível que a política de realojamento gere situações em que 3 famílias sejam forçadas a partilhar a mesma cozinha?
A resposta da fonte do município, citada na notícia, é irresponsavelmente falaciosa. Diz a fonte que "na sequência da demolição da matas de Santo António, em que foram realojados os indivíduos inscritos no Plano Especial de Realojamento (PER), a autarquia, não querendo deixar ninguém na rua, alojou também alguns indivíduos que não estavam inscritos no Plano". Importa-se de repetir? Então, para a CMA realojar é forçar famílias a partilharem casas? E ainda tem o desplante de embrulhar acto tão indigno em retórica de preocupação social? Compreende-se que a fonte tenha permanecido não identificada. Deve ter tido vergonha do disparate que dizia.

Não sei quantas mais famílias no município terão sido forçadas a esta violação do direito fundamental à habitação, ainda por cima disfarçada de concessão desse mesmo direito.
Compreendo que não queiram que se conheça a situação, de tal modo ela é humilhante.
Mas garanto-lhes que todos estes casos serão revistos e eliminados, se os almadenses me confiarem a responsabilidade pela Câmara Municipal.
E espero que os almadenses percebam quanto a política que irresponsavelmente gera estas situações, em vez de resolver problemas sociais, está a espalhar barris de pólvora em factores de risco.

O caso retratado na notícia da Lusa que ontem vinha no JN simboliza, só por si, a falência total da política social municipal e desqualifica completamente a gestão da CDU do mínimo de sensibilidade social para poder autoclassificar-se de esquerda.
Como se não bastasse a guetização, a CDU de Almada, junta-lhe a convivência forçada.
Há alguém de esquerda que não se indigne com esta concepção de política municipal de habitação?
publicado por motssa às 10:01
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